O estoquista João Cavalcante viralizou na internet após ajudar pedestres a atravessar uma rua alagada em Recife. Ele usou engradados nesta terça-feira (18).
O registro foi publicado nas redes sociais. João ajudou duas mulheres que lanchavam no comércio do irmão e precisavam voltar ao trabalho.
Para criar a ponte improvisada, o estoquista usou engradados de refrigerante. Ele relatou que a Rua Antônio Henrique sempre alaga quando chove.
Ele trabalhou como taxista por 18 anos, mas deixou a profissão após sofrer dois acidentes. Atualmente, João trabalha em dois empregos.
Um comerciante viralizou na internet depois de ajudar pedestres a atravessarem uma rua alagada no bairro de São José, no Centro do Recife. O registro foi feito na terça-feira (18), após as fortes chuvas que atingiram a região.
Nas imagens, o estoquista João Cavalcante aparece usando dois engradados como uma espécie de ponte improvisada (veja vídeo acima), facilitando a passagem de quem precisava circular pelas ruas tomadas pelas águas.
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O registro foi feito pelo fotógrafo Williams Oliveira e publicado no Instagram. Ao g1, o estoquista João Cavalcante contou que o registro ocorreu por volta do meio-dia, e que ele só descobriu que tinha sido filmado após a repercussão das imagens nas redes sociais.
"Eu trabalho numa loja e, nas horas vagas, ajudo meu irmão, que tem uma lanchonete onde as meninas do vídeo estavam lanchando. Elas trabalham numa farmácia e estavam almoçando. Por volta do meio-dia, caiu uma chuva, bem na hora de elas voltarem. Estavam de tênis e não queriam molhar, mas estavam preocupadas com o horário", contou o estoquista.
Ele contou que rapidamente teve a ideia da ponte improvisada. Os engradados de refrigerante foram a solução mais eficiente.
"Ali não tem condições. Choveu, alaga tudo, principalmente na Rua Antônio Henrique, que foi onde o vídeo foi gravado. A prefeitura até começou uma obra na rua de trás, mas é daqueles serviços que duram dez anos. Por isso, decidi ajudar. Botei as grades, uma delas passou e depois, a outra", afirmou.
João contou que trabalhou como taxista por 18 anos, mas que sofreu dois acidentes em menos de dois anos, depois que motoristas colidiram com o carro dele. Depois do último, há pouco mais de um ano, ele precisou deixar a profissão, já que não conseguiu custear os danos.
"Tive que deixar a profissão, porque não tinha como. Eu já fui gerente de loja no centro e conheço muita gente. Aí um menino me chamou para trabalhar no estoque dele. Das 4h às 7h30 eu trabaho na lanchonete do meu irmão. Depois, vou para a loja. No intervalo do almoço, volto para a lanchonete. A luta é grande", brincou.
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